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1 Coríntios 11:23-26: a Ceia do Senhor é memorial ou Cristo está presente no pão e no cálice?

1 Coríntios 11:23-29Epístola · Novo TestamentoNível intermediário40 min de estudo

"Fazei isto em memória de mim." Para nós, a Ceia é memorial com Cristo vivo no meio da igreja, não um rito que transmite graça por si.

· Redação O Paladino

Gravura de Jan Muller, 1594, em formato largo: Jesus no centro de uma mesa comprida coberta por toalha, iluminada por velas, com João reclinado junto a ele e os apóstolos em volta; à frente, um cesto e uma bacia no chão, e ao fundo, por uma abertura, uma cena noturna num jardim
Jan Muller, A Última Ceia (gravura em três chapas, 1594), segundo Gillis Coignet. The Metropolitan Museum of Art, Nova York (domínio público, Open Access CC0)

Paulo repassou aos coríntios o que recebeu do Senhor: o pão partido, o cálice da nova aliança e a ordem de fazer isso em memória dele até que venha. As Assembleias de Deus e os batistas leem a Ceia como memorial e ordenança; os reformados falam de presença espiritual real de Cristo; os luteranos, de presença "em, com e sob" o pão e o vinho. Mostramos os lados, e dizemos onde estamos.

Versículo-chave

Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.
1 Coríntios 11:26 · Almeida Corrigida Fiel (ACF), © Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, citação curta

Contexto

Paulo escreve à igreja de Corinto, onde a Ceia era celebrada dentro de uma refeição comunitária e virou ocasião de divisão: uns comiam e bebiam à vontade, outros passavam fome (11:17-22). É para corrigir isso que ele repete as palavras de Jesus, que diz ter recebido "do Senhor". É o relato escrito mais antigo da instituição da Ceia.

Jesus instituiu a Ceia na última Páscoa com os discípulos (Mateus 26:26-29; Marcos 14:22-25; Lucas 22:14-20). Na história da igreja, a pergunta sobre a presença de Cristo dividiu a Reforma: Lutero defendeu a presença real no pão e no vinho, Zuínglio viu a Ceia como memorial, e Calvino, segundo Heber Campos, ficou numa posição intermediária, de presença espiritual. Os três rejeitaram a transubstanciação católica.

Matthew Henry, comentarista inglês do século 18, resumiu o sentido da ordenança assim: quando vires isto, lembra-te de mim (tradução livre). Mas também falou em receber Cristo e alimentar-se dele pela fé, o que mostra que memorial e comunhão não se excluem. O batista Leandro Peixoto segue caminho parecido: diz que não é o pão que traz Cristo, mas a fé que traz Cristo para a celebração.

Estrutura do texto

Um relato, duas ordens e um aviso. A disputa está em como entender "isto é o meu corpo" e o que significa "não discernindo o corpo do Senhor" (11:29).

  1. O que Paulo recebeu1Co 11:23. Paulo transmite o que recebeu do Senhor: na noite em que foi traído, Jesus tomou o pão.
  2. O pão1Co 11:24. Tendo dado graças, partiu o pão: isto é o meu corpo, partido por vós; fazei isto em memória de mim.
  3. O cálice1Co 11:25. Depois de cear, o cálice: a nova aliança no meu sangue; fazei isto em memória de mim.
  4. Até que venha1Co 11:26. Cada vez que a igreja come e bebe, anuncia a morte do Senhor até a sua volta.
  5. Examine-se1Co 11:27-29. Quem participa indignamente é culpado do corpo e do sangue do Senhor; cada um examine a si mesmo.

O que dizem os teólogos

Na Ceia do Senhor, o pão e o cálice são memorial e símbolo da morte de Cristo, ou por meio deles Cristo se faz realmente presente para quem participa?

Memorial e ordenança, com Cristo presente no meio da igreja (Assembleias de Deus e batistas)

"Isto é o meu corpo" é linguagem figurada, como "eu sou a porta". A Ceia lembra a cruz, celebra a comunhão e anuncia a volta de Cristo. Não transmite graça por si mesma: é para quem já está em comunhão com o Senhor, que está presente no meio dos seus reunidos em seu nome.

Declaração de Fé das Assembleias de DeusTexto oficial da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB)

A Declaração de Fé rejeita o termo "sacramento" e chama a Ceia de ordenança: um rito simbólico que não transmite poder místico nem graça salvífica. É o memorial da morte de Jesus até a sua vinda, com passado, presente e futuro: a cruz, a comunhão com ele e com os irmãos, e a volta. As palavras "isto é o meu corpo" seriam linguagem metafórica.

Temos aqui o passado, a morte de Jesus; o presente, a nossa comunhão com Ele e com os irmãos; e o futuro, a sua volta.Declaração de Fé (CGADB/CPAD), capítulos XI e XIII (novembro de 2016)
Lições Bíblicas CPAD (comentarista José Gonçalves)Revista de Escola Dominical da CPAD, a Casa Publicadora das Assembleias de Deus; trimestre comentado por José Gonçalves

A lição de José Gonçalves rejeita a transubstanciação: na última Páscoa, Jesus estava fisicamente à mesa e não podia estar dentro do pão, e "isto é" é metáfora, como "eu sou a porta". A Ceia não é sacramento que dá graça de forma mágica. Mas a lição acrescenta que Jesus se faz presente espiritualmente na celebração, e que essa é a posição da maioria dos pentecostais.

Contudo, Jesus se faz presente espiritualmente nos símbolos da Ceia (Mt 18.20). Essa é a posição da maioria dos pentecostais."A Ceia do Senhor — A segunda ordenança da Igreja", lição 10 do 1º trimestre de 2024 (reproduzida no site Estudantes da Bíblia) (10/03/2024)
Lições Bíblicas CPAD (comentarista Antonio Gilberto)Revista de Escola Dominical da CPAD, a Casa Publicadora das Assembleias de Deus; trimestre comentado por Antonio Gilberto

A lição de Antonio Gilberto apresenta a Ceia como mandamento, memorial, profecia e gratidão. O pão e o vinho representam o corpo e o sangue de Cristo, e "ordenança" quer dizer algo ordenado pelo Senhor, não um meio de salvação. Mas ele insiste que a Ceia não é um símbolo vazio: é memorial da morte redentora e alerta para a volta de Jesus.

A Santa Ceia não é um mero símbolo; é um memorial da morte redentora de Cristo por nós e um alerta quanto à sua vinda.Lição 9 do 2º trimestre de 2009, "A importância da Santa Ceia" (reproduzida no site Estudantes da Bíblia) (31/05/2009)
Declaração Doutrinária da Convenção Batista BrasileiraDocumento oficial da Convenção Batista Brasileira

A Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira chama o batismo e a Ceia de ordenanças de natureza simbólica, instituídas pelo próprio Jesus. A Ceia é cerimônia da igreja reunida, comemorativa e proclamadora da morte do Senhor, que pressupõe o batismo e pede exame íntimo dos participantes. O pão representa o corpo e o vinho simboliza o sangue.

Nesse memorial o pão representa seu corpo dado por nós no Calvário e o vinho simboliza o seu sangue derramado.Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira, artigo IX (site da CBB) (sem data na página (consultada em 01/11/2026))

Presença espiritual real de Cristo, recebida pela fé (reformados)

Na Ceia, o crente não recebe só uma lembrança: pelo Espírito, é unido ao Cristo que está no céu e se alimenta dele pela fé. A presença não é física nem local, mas é real. O pão e o vinho são sinais e selos, sem poder mágico.

Heber Carlos de CamposProfessor do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper e membro da equipe pastoral da Igreja Presbiteriana Paulistana, segundo o artigo

Heber Carlos de Campos expõe a posição de Calvino, que está na base da tradição presbiteriana: Cristo está presente por inteiro na Ceia, mas numa presença de relacionamento, não corporal. O corpo de Cristo está no céu, e o Espírito eleva o crente até ele. Segundo Campos, Calvino ficou entre Zuínglio, só memorial, e Lutero, presença corporal.

A presença real de Cristo na ceia não é uma presença corporal, mas uma presença de relacionamento."A presença real de Cristo na ceia no pensamento de Calvino" (Fides Reformata XIX, nº 1) (2014)
Hermisten Maia Pereira da CostaPastor presbiteriano; à época do artigo, da Igreja Presbiteriana Ebenézer, em Osasco (SP)

Hermisten Maia Pereira da Costa chama de bíblica a compreensão de Calvino: uma síntese que combina o espiritualismo de Zuínglio com o realismo de Lutero. Os sacramentos, para ele, são sinais e selos que não têm poder mágico; a sua eficácia vem da ação do Espírito Santo, que une o crente a Cristo.

A compreensão bíblica de Calvino a respeito da Ceia envolve uma síntese do pensamento de Lutero e de Zuínglio"O culto cristão na perspectiva de Calvino: uma análise introdutória" (Fides Reformata VIII, nº 2) (2003)

Presença real de Cristo no pão e no vinho (luteranos)

As palavras de Jesus afirmam uma presença: o pão e o vinho continuam pão e vinho, mas Cristo se dá com eles. A Ceia é memória, mas não só memória; é comunhão com o corpo e o sangue de Cristo (1 Coríntios 10:16).

Gottfried BrakemeierAutor da prédica no Proclamar Libertação, coleção da Editora Sinodal com apoio da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB)

Gottfried Brakemeier diz que a Ceia é memória, mas que o seu significado não se esgota num ato comemorativo: as palavras de Jesus afirmam uma presença. O luteranismo fala de Cristo presente "em, com e sob" os elementos, sem prendê-lo na hóstia. Para ele, discernir o corpo é reconhecer Cristo no pão e no vinho e também cuidar dos irmãos, especialmente dos pobres.

Mesmo assim, seu significado não se esgota num ato comemorativo. As palavras de Jesus afirmam uma presença."Discernir o corpo", prédica sobre 1 Coríntios 11:23-26, Proclamar Libertação, volume 46 (Portal Luterano) (14/04/2022 (data da pregação))
Sílvio MeinckeAutor de texto publicado no Portal Luterano, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB)

Sílvio Meincke, seguindo o Catecismo Menor de Lutero, ensina que na Santa Ceia Jesus Cristo se dá no comer e no beber do pão e do vinho. Ele rejeita a ideia de que o pão e o vinho mudem de substância, mas afirma que a pessoa de Cristo está presente na celebração, na oferta e na aceitação da Ceia.

Não que o pão e o vinho transformassem a sua substância em corpo e sangue, mas a pessoa de Cristo, com tudo que significa para nós, está presente na celebração"O sacramento do altar" (Portal Luterano) (09/11/2011)

Em que os dois lados concordam

  • Todos rejeitam a transubstanciação: a Declaração de Fé chama as palavras de Jesus de linguagem metafórica, Calvino (segundo Heber Campos) recusa a idolatria do pão, e o luterano Sílvio Meincke nega que o pão e o vinho mudem de substância.
  • Nenhum lado vê efeito mágico no rito: a Declaração de Fé diz que as ordenanças não transmitem "qualquer poder místico ou graça salvífica", a lição da CPAD de 2024 diz que a Ceia não é sacramento que dá graça "de forma mágica", e Hermisten Costa escreve que os sacramentos não têm poder mágico.
  • A Ceia é para quem crê e exige exame próprio (11:28): a Declaração de Fé fala de autoexame, e a Declaração Doutrinária batista, de exame íntimo dos participantes.
  • A Ceia é ordenança permanente até a volta de Cristo (11:26): Assembleias de Deus, batistas, reformados e luteranos concordam.
  • Cristo não está ausente da Ceia: a própria lição da CPAD de 2024 fala de Jesus presente espiritualmente, e os reformados de presença pela fé; a divergência é sobre como e onde.

Nossa posição

O Paladino é um portal pentecostal e fica com a Declaração de Fé das Assembleias de Deus: a Ceia do Senhor é ordenança e memorial, não sacramento que transmite graça por si. As palavras "isto é o meu corpo" são linguagem figurada, como "eu sou a porta", e o pão e o vinho continuam pão e vinho. A Declaração resume a Ceia em três tempos: "o passado, a morte de Jesus; o presente, a nossa comunhão com Ele e com os irmãos; e o futuro, a sua volta".

Mas memorial não é lembrança fria. A lição da CPAD de 2024 diz que Jesus se faz presente espiritualmente na celebração, conforme Mateus 18:20, e que essa é a posição da maioria dos pentecostais. É assim que a gente vive a Ceia: com o Cristo ressuscitado no meio dos irmãos, com o Espírito tocando o coração, com arrependimento e alegria.

Respeitamos os irmãos reformados e luteranos, que levam a Ceia muito a sério e também rejeitam a transubstanciação. Discordamos da ideia de que o pão e o vinho sejam meios de graça ou que Cristo esteja "em, com e sob" eles. Para nós, o que faz da Ceia um momento santo é Cristo presente no meio do seu povo e a fé de quem come e bebe lembrando a cruz.

Posição O Paladino · linha editorial pentecostal

O que o texto ensina

Recebido do Senhor

Paulo não inventou o rito: "eu recebi do Senhor o que também vos ensinei" (11:23).

Em memória de mim

A ordem se repete duas vezes (11:24-25): a Ceia gira em torno de uma pessoa, não de um rito.

A nova aliança

"Este cálice é o novo testamento no meu sangue" (11:25): a Ceia aponta para a aliança feita na cruz.

Até que venha

A Ceia olha para trás e para frente: anuncia a morte do Senhor até a sua volta (11:26).

Examine-se

"Examine-se, pois, o homem a si mesmo" (11:28): a mesa pede arrependimento, não perfeição.

Leituras equivocadas

Achar que a Ceia salva ou perdoa pecados por si Grave

A Declaração de Fé é clara: as ordenanças não transmitem graça salvífica. Quem salva é Cristo, recebido pela fé.

Tratar a Ceia como um símbolo vazio Moderada

Como lembra Antonio Gilberto, ela "não é um mero símbolo": é memorial da cruz, comunhão com Cristo e anúncio da sua volta.

Fugir da Ceia por medo de "comer indignamente" Moderada

"Indignamente" fala da maneira de participar, como a desordem de Corinto, e não de ser digno por mérito próprio. O remédio é examinar-se e participar.

Tratar como herege quem entende a presença de outro modo Moderada

Reformados e luteranos confessam o mesmo Cristo crucificado e ressurreto. É divergência entre irmãos.

Para a vida

Antes do próximo culto de Ceia, faça o que Paulo manda: examine-se (11:28). Não para fugir da mesa, mas para chegar a ela arrependido, reconciliado com os irmãos e grato. A Ceia não é prêmio para os perfeitos, é mesa para os perdoados.

E na hora de comer o pão e beber o cálice, olhe para os três tempos da Declaração de Fé: lembre a cruz, celebre a comunhão com Cristo e com quem está ao seu lado, e anuncie que ele vai voltar. Cristo prometeu estar onde dois ou três estão reunidos em seu nome (Mateus 18:20).

É para você se…

  • Novos convertidos que vão participar da Ceia pela primeira vez
  • Quem veio de igreja católica, luterana ou presbiteriana e quer entender a prática pentecostal
  • Líderes que preparam o culto de Ceia

Pense duas vezes se…

  • Quem procura argumento para desprezar a celebração de outra igreja

Como estudar

  • Sozinho: Leia 1 Coríntios 10:16-17 e 11:17-34 e anote o que Paulo critica em Corinto e o que ele manda fazer.
  • Em família: Antes do domingo de Ceia, leiam juntos 1 Coríntios 11:23-26 e orem pedindo perdão uns aos outros.
  • Em grupo: Compare os relatos de Mateus 26, Lucas 22 e 1 Coríntios 11 e conversem sobre como cada tradição lê "isto é o meu corpo".

Dica: Leia 1 Coríntios 10:16 junto com o capítulo 11: "o pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo?". É o versículo que cada lado lê de um jeito.

Versículos para ler junto

  • 1 Coríntios 10:16 O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo?
  • Lucas 22:19 Fazei isto em memória de mim.
  • Mateus 18:20 Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.
  • João 6:35 Eu sou o pão da vida.

Os lados leem 1 Coríntios 11 com Mateus 26:26-29, Lucas 22:14-20, João 6:48-58, 1 Coríntios 10:16-17, Êxodo 12 (a Páscoa) e Mateus 18:20.

Traduções

"Memória" traduz anamnēsis, lembrança ativa. "Novo testamento" (11:25, ACF) é "nova aliança" em outras versões: diathēkē. "Indignamente" (11:27) traduz anaxiōs, advérbio que descreve o modo de participar; a lição da CPAD de 2024 destaca isso. "Comunhão" em 1 Coríntios 10:16 traduz koinōnia, participação.

Para guardar

Ideal para grupos

A Ceia é memorial, mas não é velório: é a família de Deus à mesa com o Senhor ressuscitado no meio dela. O pão e o cálice não salvam nem mudam de substância, mas a igreja que come e bebe com fé lembra a cruz, celebra a comunhão e anuncia que Jesus vai voltar.

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Fale com o editor

Wan Anderson Pelicioni de Castro, editor responsável. Sugestão de pauta, correção ou conversa: mande mensagem no Instagram.

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Ficha

Livro
Primeira Epístola aos Coríntios
Autor
Paulo (1Co 1:1)
Cenário
A igreja de Corinto, dividida na celebração da Ceia
Passagem
7 versículos (11:23-29)
Palavras-chave
anamnēsis (memória), diathēkē (aliança), koinōnia (comunhão), anaxiōs (indignamente)

Fontes

Consulta às fontes em 01/11/2026.

Como foi feito

Pesquisa nas fontes listadas e redação feitas com apoio de inteligência artificial. Citações literais conferidas no texto das páginas citadas. As Lições Bíblicas da CPAD foram lidas na reprodução do site Estudantes da Bíblia. Linha editorial pentecostal adotada pelo portal em 30/10/2026.

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