Oração e relacionamento com Deus

O que significa jejuar?

Para quem está começandoLeitura de 13 minTexto bíblico: NTLH

· Redação O Paladino

Resumo em 1 minuto

Jejuar é ficar sem comer, ou comer bem menos, por um tempo, para buscar a Deus, sempre com oração. Jesus mandou jejuar em segredo, e Deus disse que o jejum que lhe agrada vem com justiça e generosidade.

  • Não é dieta: o que define o jejum bíblico é o propósito de buscar a Deus.
  • Não é greve de fome: o jejum não compra nada de Deus nem o obriga a responder.
  • Para as Assembleias de Deus é voluntário, sem dia obrigatório nem comida proibida, e o corpo deve ser respeitado.

Texto central: Mateus 6:16-18 e Isaías 58:6-7Leitura: cerca de 13 min

Afresco românico em tons de ocre, vermelho e azul: Jesus, de auréola dourada e manto azul-escuro, aparece duas vezes, no deserto e no alto do Templo, diante de figuras escuras e aladas do Diabo; à direita, um anjo de asas vermelhas.
Oficina castelhana anônima, A tentação de Cristo pelo Diabo (afresco transferido para tela, primeira metade do século XII). The Metropolitan Museum of Art, Nova York (domínio público, Open Access CC0)

Versículo-chave

Mas você, quando jejuar, lave o rosto e penteie o cabelo para os outros não saberem que você está jejuando.
Mateus 6:17-18 · NTLH

Questão central

Na igreja, alguém anuncia um dia de jejum e oração. Você nunca jejuou e não sabe bem o que é: ficar o dia inteiro sem comer? Só sem carne? Sem água também? Para que serve? Deus atende mais quem passa fome? E qual é a diferença entre esse jejum e o jejum intermitente que aparece nas dietas?

Introdução

Em 2024, uma das perguntas que mais cresceram no Google no Brasil, segundo o Ano em Pesquisa da empresa, foi: "Por que não pode comer carne na Sexta-feira Santa?". É uma pergunta que muitos brasileiros carregam desde a infância, de uma tradição que conhecem mais pelo costume do que pela explicação.

A regra vem da Igreja Católica. O Código de Direito Canônico, que reúne as leis dessa igreja, manda guardar a abstinência de carne todas as sextas-feiras do ano e, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão, a abstinência e o jejum. Os evangélicos não seguem esse calendário. Mas isso não quer dizer que não jejuem: nas igrejas pentecostais, os dias de jejum e oração são comuns.

Então, afinal, o que é jejuar? Quando se digita no Google "o que é jejum", as primeiras sugestões são sobre dieta: "intermitente", "metabólico". Só depois aparecem "espiritual" e "na Bíblia". A confusão é compreensível, mas o jejum da Bíblia é outra coisa.

Em poucas linhas

  • Quem ensinouJesusNo Sermão do Monte, ao lado da esmola e da oração
  • ProfetaIsaías 58O jejum que agrada a Deus vem com justiça e generosidade
  • ExemplosJesus e a igreja40 dias no deserto; a igreja de Antioquia em Atos 13
  • TiposAbsoluto ou parcialSegundo a Declaração de Fé das Assembleias de Deus

Fundamentação bíblica

O texto central está no Sermão do Monte, em que Jesus fala de três práticas religiosas do seu tempo: dar esmolas, orar e jejuar. Sobre as três, ele começa com o mesmo aviso: "Tenham o cuidado de não praticarem os seus deveres religiosos em público a fim de serem vistos pelos outros" (Mateus 6:1). E sobre o jejum diz:

16 Quando vocês jejuarem, não façam uma cara triste como fazem os hipócritas, pois eles fazem isso para todos saberem que eles estão jejuando. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa.

17 Mas você, quando jejuar, lave o rosto e penteie o cabelo

18 para os outros não saberem que você está jejuando. E somente o seu Pai, que não pode ser visto, saberá que você está jejuando. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.

Séculos antes, o profeta Isaías tinha recebido de Deus uma resposta dura para um povo que jejuava e reclamava que Deus não notava. Depois de descrever o jejum que eles faziam, Deus diz:

6 "Não! Não é esse o jejum que eu quero. Eu quero que soltem aqueles que foram presos injustamente, que tirem de cima deles o peso que os faz sofrer, que ponham em liberdade os que estão sendo oprimidos, que acabem com todo tipo de escravidão.

7 O jejum que me agrada é que vocês repartam a sua comida com os famintos, que recebam em casa os pobres que estão desabrigados, que deem roupas aos que não têm e que nunca deixem de socorrer os seus parentes.

Texto bíblico: Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH). Copyright 2000 Sociedade Bíblica do Brasil. Todos os direitos reservados. Os três primeiros versículos são de Mateus 6:16-18; os dois últimos, de Isaías 58:6-7. A fala de Jesus, que na NTLH começa com travessão, aparece aqui sem ele.

Desenvolvimento

Ficar sem comer, por um tempo, para buscar a Deus

Comecemos pelo básico. Na Bíblia, jejuar é deixar de comer por um tempo. John Wesley, o pregador inglês do século XVIII que deu origem ao metodismo, observou que todos os autores bíblicos, no Antigo e no Novo Testamento, usam a palavra num único sentido: não comer, abster-se de alimento.

Mas o jejum bíblico não se define só pela barriga vazia. Para a Declaração de Fé das Assembleias de Deus, o jejum bíblico "é a abstinência de alimento, acompanhada de uma atitude pessoal de contrição, dedicação e devoção, por certo tempo, com o propósito de afastar-se para buscar a Deus e dedicar-se a Ele de maneira exclusiva". O texto acrescenta: "O ato de jejuar é sempre acompanhado de oração."

É aqui que o jejum espiritual se separa da dieta. Quem faz jejum intermitente deixa de comer por um motivo ligado ao corpo. Quem jejua no sentido bíblico deixa de comer para buscar a Deus. Pode até ser a mesma quantidade de horas sem comida; o propósito é outro.

"Quando vocês jejuarem"

Repare na primeira palavra da instrução de Jesus: "Quando". Ele não diz "se vocês jejuarem", como quem fala de algo opcional e raro. Fala do jejum do mesmo jeito que fala da oração e da esmola, como parte normal da vida de quem segue a Deus. Wesley via nisso uma ordem de Cristo: as orientações sobre como jejuar, dar esmolas e orar têm a mesma força de um mandamento.

Jesus também jejuou. Antes de começar o seu ministério, passou "quarenta dias e quarenta noites sem comer" no deserto (Mateus 4:2). Perguntaram a ele por que os seus discípulos não jejuavam. Jesus respondeu que os convidados de um casamento não ficam tristes enquanto o noivo está com eles. Mas chegaria o tempo em que o noivo seria tirado, e "então sim eles vão jejuar!" (Mateus 9:15). A igreja primitiva entendeu o recado: em Antioquia, os cristãos estavam "adorando o Senhor e jejuando" quando o Espírito Santo os mandou separar Barnabé e Saulo para a missão (Atos 13:2).

O problema da cara triste

O alvo da crítica de Jesus não era o jejum, mas o teatro em volta dele. Os hipócritas faziam cara triste para todos saberem. Recebiam o que queriam, a admiração dos outros, e não recebiam mais nada.

Matthew Henry, pastor britânico (1662-1714) cujo comentário bíblico ainda é muito lido, resumiu bem a questão ao falar do fariseu da parábola que jejuava duas vezes por semana (Lucas 18:12). Para ele, não foi o jejum do fariseu que Cristo condenou, mas o fato de ele se gabar disso. Por isso Jesus manda lavar o rosto e pentear o cabelo: aparência normal, vida normal, e o jejum guardado entre a pessoa e Deus.

Jejum não é greve de fome

Há um engano mais sutil do que a exibição: transformar o jejum numa forma de pressionar Deus. É a lógica da greve de fome, em que quem passa fome faz isso para forçar alguém a ceder. O povo do tempo de Isaías pensava assim. Reclamava: "Que adianta jejuar, se tu nem notas?" (Isaías 58:3). Tinha feito a sua parte e esperava o pagamento.

A resposta de Deus desmonta esse raciocínio. Ele lembra que, nos dias de jejum, eles exploravam os empregados e brigavam entre si. E diz que o jejum que lhe agrada é soltar quem está preso injustamente, repartir a comida com os famintos, receber os pobres em casa. Um jejum que deixa a pessoa com fome mas não muda o jeito como ela trata os outros não interessa a Deus.

Os mestres cristãos de tradições diferentes concordam neste ponto. Wesley avisou para ninguém imaginar que merece alguma coisa de Deus por jejuar: o jejum é só um caminho que Deus estabeleceu, em que esperamos a sua misericórdia, que não merecemos. João Calvino, o reformador de Genebra, também condenou quem trata o jejum como obra que merece algo de Deus.

O jejum vem por último porque não é tanto um dever em si mesmo, mas um meio para nos dispor a outros deveres.

Matthew Henry, comentário a Mateus 6 (tradução nossa; no original, "Fasting is here put last, because it is not so much a duty for its own sake, as a means to dispose us for other duties")

Para que serve, então?

Se o jejum não compra nada, por que jejuar? Calvino apontou três finalidades: dominar a carne, isto é, os desejos que querem mandar em nós; preparar-se melhor para a oração e a meditação; e mostrar humildade diante de Deus quando confessamos o nosso pecado. Sobre os cristãos de Antioquia, ele observou que o único objetivo do jejum deles era ficar mais atentos e livres para orar.

A experiência ajuda a entender. A fome lembra, a cada hora, por que se está jejuando. O tempo que iria para as refeições pode ir para a oração e a leitura da Bíblia. E descobrir que se pode passar um dia sem aquilo que parecia indispensável ensina que "o ser humano não vive só de pão", como Jesus respondeu no deserto, citando as Escrituras (Mateus 4:4).

E o "jejum de Daniel"?

Muitas igrejas falam em "jejum de Daniel", em que a pessoa deixa de comer certos alimentos por alguns dias. A expressão não está na Bíblia. Ela costuma juntar dois episódios. Em Daniel 1, Daniel e os amigos pedem para comer só legumes e beber só água, para não se contaminarem com a comida do rei. Em Daniel 10, ele, de luto por três semanas, diz: "não comi nenhuma comida gostosa nem carne, não bebi vinho e não penteei o cabelo" (Daniel 10:3).

A Declaração de Fé das Assembleias de Deus fala de jejum absoluto ou parcial, e diz que o tempo da consagração "é de decisão pessoal". Wesley considerava a abstinência de comidas agradáveis o tipo mais leve de jejum, se é que se podia chamá-la assim. Não há problema em fazer um jejum parcial; o problema seria transformá-lo numa regra que a Bíblia não dá.

Católicos e evangélicos

A diferença entre a prática católica e a evangélica não está no valor do jejum, que os dois lados reconhecem, mas no modo. O Código de Direito Canônico fixa as sextas-feiras e a Quaresma como "dias e tempos de penitência" e define quem está obrigado ao jejum e à abstinência, conforme a idade.

A Declaração de Fé das Assembleias de Deus segue outro caminho: o jejum é "um ato voluntário de acordo com a necessidade de cada irmão ou cada irmã", e o tempo de cada um "é de decisão pessoal". Não há dia obrigatório nem comida proibida. Calvino, no século XVI, já criticava as leis que proibiam a carne em certos dias, por prender a consciência dos fiéis. Sem adotar o tom polêmico daquela época, a posição pentecostal é que ninguém se torna mais santo por deixar de comer carne na sexta-feira, nem menos por comer.

Leituras equivocadas

  • O jejum obriga Deus a responder Grave

    O povo de Isaías 58 cobrava a Deus pelo jejum e foi repreendido. Wesley e Calvino concordam: o jejum não merece nada de Deus.

  • Jejum espiritual é o mesmo que jejum de dieta Moderada

    O que define o jejum bíblico é o propósito: afastar-se para buscar a Deus, sempre com oração.

  • Quem jejua deve mostrar que está jejuando Moderada

    Jesus mandou lavar o rosto e pentear o cabelo para ninguém saber (Mateus 6:17-18).

  • Jejum de Daniel é regra bíblica Leve

    A expressão não está na Bíblia; junta Daniel 1:12 e 10:3. É um jejum parcial, por decisão pessoal.

Aplicação prática

Se você nunca jejuou, comece com simplicidade:

  • Escolha um propósito. Antes de começar, saiba por que vai jejuar: buscar a direção de Deus numa decisão, orar por alguém, confessar um pecado, simplesmente se dedicar a Deus. O jejum sem oração vira só fome.
  • Comece pequeno. Deixe de fazer uma refeição e use esse tempo para orar e ler a Bíblia. Depois, se quiser, experimente um período maior. A Declaração de Fé diz que o tempo "é de decisão pessoal".
  • Não anuncie. Lave o rosto, penteie o cabelo, trate as pessoas normalmente. Se alguém perguntar, não precisa mentir, mas não faça propaganda.
  • Junte o jejum com a generosidade. Isaías 58 sugere um caminho concreto: o que você deixaria de gastar com a comida pode ir para alguém que tem fome.
  • Respeite o seu corpo. Beba água se o seu jejum for parcial, procure orientação se tiver algum problema de saúde e não transforme o jejum em competição.

Perguntas para reflexão

  1. Qual é a diferença entre o jejum bíblico e o jejum intermitente das dietas?
  2. Por que Jesus mandou lavar o rosto e pentear o cabelo quando se está jejuando?
  3. O que estava errado no jejum do povo descrito em Isaías 58?
  4. Você já pensou no jejum como uma forma de "convencer" Deus? O que este estudo diz sobre isso?
  5. Que propósito você teria para um primeiro jejum?

Para guardar

  • Jejuar, na Bíblia, é ficar sem comer por um tempo para buscar a Deus, sempre com oração. Não é dieta nem greve de fome para pressionar Deus.
  • Jesus falou do jejum como prática normal ("quando vocês jejuarem") e mandou fazê-lo em segredo, para Deus, e não para ser visto.
  • O jejum não compra nada de Deus. O jejum que lhe agrada vem com mudança de vida e cuidado com os outros (Isaías 58:6-7). Para as Assembleias de Deus, é voluntário, sem dia obrigatório nem comida proibida.

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Referências

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Por que esta lição

A pergunta "O que significa jejuar?" aparece com frequência nas buscas e nas redes:

  • Google Trends (Ano em Pesquisa 2024, Brasil): "Por que não pode comer carne na Sexta-feira Santa?" é a 4ª pergunta da lista "Por que...", das que mais cresceram no Brasil em 2024 (2026-11-02)
  • Autocomplete do Google: sugere "o que significa jejuar na bíblia", "para deus", "na sexta feira santa" e "em oração" (2026-11-02)
  • Autocomplete do YouTube: para "o que é jejum", mistura "intermitente" e "metabólico" com "jejum de daniel" e "na bíblia" (2026-11-02)
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Objetivo

Ajudar a pessoa a entender o que é o jejum bíblico: ficar sem comer por um tempo para buscar a Deus, sempre com oração. Ela também deve perceber a diferença entre ele e as dietas, por que não se jejua para ser visto nem para pressionar Deus, e como começar com prudência. No fim do encontro, ela deve saber explicar Mateus 6:16-18 e Isaías 58:6-7 com as próprias palavras.

Fundamentação adicional

A Declaração de Fé das Assembleias de Deus trata do jejum no capítulo "Sobre a verdadeira adoração", item 5. Define o jejum bíblico como "a abstinência de alimento, acompanhada de uma atitude pessoal de contrição, dedicação e devoção, por certo tempo". Diz que é "um ato voluntário" e que o tempo "é de decisão pessoal". Fala também em jejum "absoluto ou parcial" e afirma: "O ato de jejuar é sempre acompanhado de oração." No mesmo capítulo: "Rejeitamos a hipocrisia e toda a aparência de piedade na vida do adorador."

Referências

  • Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, Declaração de Fé (CPAD, 2016): capítulo "Sobre a verdadeira adoração", itens 2 e 5 [verificada].
  • John Wesley, sermão 27, sobre Mateus 6:16-18: definição do jejum, "a precious means", contra o mérito e a favor de ajustar o jejum às forças [verificada].
  • Matthew Henry, comentário a Mateus 6:16-18: o jejum como meio e a condenação da ostentação [verificada].
  • João Calvino, Institutas IV.12.14-21: os três fins do jejum, contra o jejum como obra meritória e a crítica à Quaresma obrigatória [verificada].
  • Código de Direito Canônico, cânones 1249 a 1253, em português (vatican.va) [verificada]. A determinação específica da CNBB para o Brasil não foi lida.

Diferenças de tradução

Em Mateus 4:2 a NTLH diz "sem comer", sem usar a palavra "jejum". Em Daniel 10:3 diz "não comi nenhuma comida gostosa nem carne". Em Isaías 58 as falas vêm entre aspas na própria NTLH.

Divergências entre tradições

Todos os lados lidos concordam que o jejum é ficar sem comer, ou comer menos, para buscar a Deus, e que o coração importa mais que o gesto. A Igreja Católica prescreve dias de penitência (todas as sextas-feiras e a Quaresma) e a abstinência de carne (cânones 1250 e 1251). Calvino criticou a Quaresma obrigatória e as leis sobre a carne. A Declaração de Fé das Assembleias de Deus não tem dia obrigatório nem comida proibida. O Código não fala em mérito: não atribua aos católicos a ideia de comprar algo com o jejum. Não explique o motivo católico da abstinência de carne, porque não houve fonte lida sobre isso.

Dúvidas frequentes

"Jejum intermitente conta como jejum?" O que define o jejum bíblico é o propósito, buscar a Deus em oração. Se a pessoa já faz jejum intermitente por saúde, isso não é o mesmo que um jejum de consagração.

"Posso beber água?" A Declaração de Fé chama de jejum parcial o que é "geralmente, a abstenção apenas de alimento sólido". O jejum absoluto, sem comer nem beber, é exceção e deve ser curto.

"O que é o jejum de Daniel?" É uma expressão popular, que junta Daniel 1:12 e 10:3. A Bíblia não dá regra para ele; é um jejum parcial.

"Se eu jejuar, Deus vai fazer o que eu pedir?" Não há troca. Wesley diz que no jejum esperamos a misericórdia de Deus, que não merecemos.

Cuidados pastorais

Pergunte sempre sobre a saúde antes de incentivar um jejum: diabetes, pressão, gravidez, amamentação, transtornos alimentares e uso de remédios pedem orientação médica. Nunca pressione alguém a jejuar para "provar" a fé. Em pessoas com histórico de transtorno alimentar, o jejum sem comida pode fazer mal; ofereça outras formas de consagração e encaminhe ao pastor.

Roteiro do encontro (40 minutos)

  1. Conversa de chegada: alguém já jejuou? Por quê? (5 min).
  2. Leitura em voz alta de Mateus 6:1-6, 16-18 e Isaías 58:3-7 (5 min).
  3. "Desenvolvimento", com pausa em "Jejum não é greve de fome" e "Católicos e evangélicos" (15 min).
  4. "Perguntas para reflexão" (10 min).
  5. "Aplicação prática" e combinar, para quem quiser, um primeiro jejum simples, com propósito e oração (5 min).

Alertas de interpretação

Não use Isaías 58 para dizer que o jejum não importa: Deus critica o jejum sem justiça, não o jejum. Não transforme Mateus 9:15 em proibição de jejuar. Não apresente o jejum de 40 dias de Jesus como modelo para o aluno imitar.

Sinais de que a pessoa entendeu

Ela diferencia jejum bíblico de dieta, explica por que o jejum é feito em segredo e não compra nada de Deus, e sabe planejar um primeiro jejum com propósito, oração e prudência.

Como foi feito

Estudo escrito com IA (Claude, da Anthropic) a partir de fontes lidas na página: texto bíblico NTLH, Declaração de Fé das Assembleias de Deus, sermão de John Wesley, comentário de Matthew Henry, Institutas de João Calvino e Código de Direito Canônico. Publicação automática autorizada pelo responsável editorial; a revisão é feita na verificação diária do portal.

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