Família e Valores Vale acompanhar

STF fará audiência sobre Lei de Alienação Parental, contestada pelo PSB; inscrições até 26/11

· Redação O Paladino

STF fará audiência sobre Lei de Alienação Parental, contestada pelo PSB; inscrições até 26/11
Pintor neerlandês, Virgem e o Menino com São José (segunda metade do século XVI), The Metropolitan Museum of Art

O ministro Flávio Dino convocou para 14 de dezembro uma audiência pública no STF sobre a Lei de Alienação Parental (Lei 12.318/2010), contestada pelo PSB na ADI 7606. O debate vai tratar da falsa denúncia contra um dos pais e das medidas urgentes que o juiz pode tomar para garantir a convivência da criança com o genitor. Interessados em expor se inscrevem até 26 de novembro.

Por que importa

A lei protege o direito do filho de conviver com o pai e com a mãe quando a separação vira guerra. O PSB quer derrubar dois trechos: o que trata a falsa denúncia como alienação e o que permite medidas urgentes com base em indícios. O que sair do STF vai pesar em milhares de disputas de guarda nas varas de família.

Análise O Paladino

Em números

  • 14/12data da audiência pública, às 9h, na sala da Primeira Turma do STFSTF, notícia de 05/11/2026
  • 26/11prazo para entidades e pessoas pedirem para expor na audiência, por e-mail ao gabinete do relatorSTF, notícia de 05/11/2026
  • 2trechos da lei contestados pelo PSB: o exemplo da falsa denúncia (art. 2º) e as medidas urgentes (art. 4º)STF, notícia de 04/03/2024

Contexto

Segundo a lei, alienação parental é a interferência na formação psicológica da criança, promovida por um dos pais, pelos avós ou por quem tem a guarda, para que ela repudie o outro genitor ou para prejudicar o vínculo com ele. Um dos exemplos previstos é apresentar falsa denúncia contra o genitor ou a família dele para dificultar a convivência. Havendo indício, o juiz deve tomar medidas urgentes para preservar a criança, inclusive garantir a convivência com o genitor.

Para o PSB, o exemplo da falsa denúncia tem levado à rotulação de denúncias reais de abuso como falsas em disputas de guarda, e as medidas com base em indícios podem fazer a mãe denunciante perder o convívio com o filho. A audiência deve discutir parâmetros para identificar denúncias falsas e os riscos das medidas judiciais para crianças e pais.

No Brasil

A ação foi proposta em março de 2024 e está com Flávio Dino. Na petição, o PSB cita o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ, de 2021. A lista dos expositores será divulgada no portal do STF a partir de 2 de dezembro; quem não for escolhido pode mandar contribuição por escrito, com autorização do relator.

O que dizem

  • O partido sustenta que a inclusão da falsa denúncia como alienação parental pode ser usada para desqualificar denúncias de violência doméstica e sexual, inclusive por genitores acusados de abuso, e inibir a comunicação de situações de violência às autoridades.

  • Declarado indício de alienação parental, o juiz determinará, com urgência, as medidas provisórias necessárias para preservar a integridade psicológica da criança, inclusive para assegurar a convivência com o genitor ou viabilizar a reaproximação.

  • A seleção vai considerar experiência, pertinência das contribuições e pluralidade de perspectivas, com equilíbrio entre áreas de conhecimento e posições sobre o tema.

O que muda para você

  • Pais e mães separados: a lei segue valendo enquanto a ação não for julgada; a audiência não muda nada por si
  • Entidades de família, igrejas e profissionais da área: quem quiser expor tem até 26/11 para se inscrever no STF
  • Pastores que aconselham casais em separação: o tema pede cuidado com os dois riscos, a falsa acusação e o abuso real

Pontos de atenção

  • A audiência não é julgamento: nenhum trecho da lei foi suspenso
  • A lei não impede denúncia de abuso; o que ela lista como alienação é a falsa denúncia usada para dificultar a convivência
  • O despacho de convocação está no portal de processos do STF, que não permite leitura automática; a nota segue as notícias oficiais

Nossa opinião

Vale acompanhar

A gente defende a lei. Filho tem direito ao pai e à mãe, e falsa denúncia usada como arma numa separação fere primeiro a criança. Abuso real precisa de resposta rápida, e ajustes podem vir. Mas derrubar os trechos seria jogar fora a proteção junto com o problema. Que a audiência ouça pais e mães.

“e converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” Malaquias 4.6, ARC

Conhece alguém que vai gostar?

Mande esta notícia para a turma.

Fale com o editor

Wan Anderson Pelicioni de Castro, editor responsável. Sugestão de pauta, correção ou conversa: mande mensagem no Instagram.

Seguir @pelicioni.adv

Leia também

Estudos bíblicos recentes

Fontes

Por que esta notícia entrou

17 pontos no crivo editorial: Documento primário: notícias oficiais do STF (2); Ato de poder: convocação pelo relator no STF (2); Proximidade: nacional (2); Divide opiniões: falsa denúncia e abuso real (2); Gatilho no calendário: inscrições até 26/11 (1); Utilidade: como participar (1); Personagem com nome: Flávio Dino (1); Pede resposta do cristão: pais, filhos e separação (2); Passagem bíblica que um pastor usaria: Malaquias 4.6 (2); Rende estudo: família depois da separação (2).

Compartilhar